quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ônibus das onze

Ônibus cheio, pessoas cansadas, rostos caídos e inexpressivos. Já passavam das 23 horas. O ônibus veio do Brás e seu destino era Poá. Em um dado momento quando passava pela cidade de Itaquaquecetuba, uma mulher, em um ponto escuro e sozinha, dá o sinal. A porta da frente não foi aberta, então ela entra pelo fundo e com isso o cobrador a indaga. A mulher diz que desceria se o motorista abrisse a porta da frente, ele diz que sim. Ela desce e ele parte, não cumprindo o que disse. Logo no ponto a frente, o mesmo fato acontece, com uma outra senhora. Muitos dos passageiros começam a gargalhar, foi aí que um sensato grita lá do fundo: "ela poderia estar voltando para casa depois de um dia longo de trabalho, se fosse a sua mãe você não faria isso." Mas o sensato é calado pela feroz gargalhada dos despreocupados. Enquanto isso, as duas mulheres esperam o próximo ônibus que lhes permitam entrar além da porta, e pagar R$ 3,00 para adentrarem além da catraca, ainda assim com a incerteza de conseguirem um assento para o último cochilo do dia.

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