Ontem pela noite, em uma das poucas vezes que consigo assistir TV, (digo assistir mesmo) passo por um determinado canal e vejo uma matéria sobre o caso da menina Lavínia. Não me interessa se fulana era amante do pai, do tio, de sei lá quem e nem tão pouco os 'por ques' e 'porques' da mídia e da sociedade, o que sei é que uma criança, um ser sem mácula, puro e de feições angelicais pagou um preço o qual não deveria.
Ao olhar aquelas cenas, o drama da família, o fitar cansado de olhos que tanto já choraram bastou, para que uma lágrima saltasse e rolasse sobre meu rosto.
Posso dizer que tenho facilidade em me emocionar, coisas simples me fazem fantasiar, mas essa lágrima significou muito.
Foi uma lágrima de compaixão.

E eu me pergunto até quando o ser humano vai matar a si mesmo? Até quando vai preferir dinheiro a dignidade? Optar por drogas em vez de felicidade? Corrupção ou honestidade?
E não se compadecer.
Enxugo a lágrima. Desligo a TV.
Desligo.
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