terça-feira, 8 de março de 2011

Mulher...


Mulher é um bicho de sete cabeças, uma caixinha de surpresas, um baú de incertezas e que tem um coração mole que nem pedra e duro feito algodão.
Mulher é esse muro com arame farpado, é um container de razão e emoção, é o jardim, é o botão, é a flor, é o perfume e é o espinho.
Mulher é vermelho, azul, amarelo, arco-íris... é tempestade, raio, trovão, mas é a garoa fina e delicada de fim de tarde, é vento, brisa, é gota que inunda, é mar em tempo de ressaca, é onda que leva, é barco que navega.
Mulher é luz, é brilho, estrela, céu... mulher é o universo.
Mulher é amor, caridade, compaixão, gratidão... mulher é perdão.
Mulher é gesto, toque, gosto, sabor, flor, som, tom, música, letra, sílaba, voz, melancolia... mulher é poesia.
Mulher é composição, arranjo, melodia, ritmo, dança, drama, comédia... mulher é obra de arte.
Mulher é beleza, perfeição, é suspiro, é abraço...
Mulher não se explica, é.

Rasuras #1

São mais que mil palavras,
[em minha mente um pouco atordoada]...
São versos e canções que eu não consigo descrever,
e transcendem o meu entendimento, os meus senti[mentos]dos.

São palavras que o meu coração fala,
[mas a minha boca não sente]...
São notas que o meu eu canta,
e a minha consciência não ouve, não en[tende]xerga.

Ah, como eu queria poder descobrir a essência destes vocábulos,
do solo em que se enraizaram,
e beber da água que os fizeram crescer,
ser as mãos que irão colher.

São mais que mil palavras,
[mas a minha boca não sente]...
São versos e canções que eu não consigo descrever,
e a minha consciência não ouve, não en[tende]xerga.

São palavras que o meu coração fala,
[em minha mente um pouco atordoada]...
São notas que o meu eu canta,
e transcendem o meu entendimento, os meus senti[mentos]dos.

Ser as mãos que irão colher,
e beber da água que os fizeram crescer
do solo em que se enraizaram.
Ah, como eu queria poder descobrir a essência destes vocábulos!

sexta-feira, 4 de março de 2011

A lágrima


Ontem pela noite, em uma das poucas vezes que consigo assistir TV, (digo assistir mesmo) passo por um determinado canal e vejo uma matéria sobre o caso da menina Lavínia. Não me interessa se fulana era amante do pai, do tio, de sei lá quem e nem tão pouco os 'por ques' e 'porques' da mídia e da sociedade, o que sei é que uma criança, um ser sem mácula, puro e de feições angelicais pagou um preço o qual não deveria.
Ao olhar aquelas cenas, o drama da família, o fitar cansado de olhos que tanto já choraram bastou, para que uma lágrima saltasse e rolasse sobre meu rosto.
Posso dizer que tenho facilidade em me emocionar, coisas simples me fazem fantasiar, mas essa lágrima significou muito.
Foi uma lágrima de compaixão.



E eu me pergunto até quando o ser humano vai matar a si mesmo? Até quando vai preferir dinheiro a dignidade? Optar por drogas em vez de felicidade? Corrupção ou honestidade?
E não se compadecer.
Enxugo a lágrima. Desligo a TV.

Desligo.